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sábado, 6 de julho de 2024

Capítulo 12 - Anjos e Demônios

 Acordei em um lugar estranho, uma mistura caótica de cores e formas distorcidas. As ruas eram retorcidas, e os prédios pareciam derreter e se recompor constantemente. O ar estava denso e carregado de uma energia opressiva.

Caminhei por essa paisagem surreal, sentindo uma presença maligna ao meu redor. De repente, surgiram figuras das sombras, demônios de formas indescritíveis. Seus corpos eram uma massa de escuridão pulsante, com olhos negros e profundos que brilhavam com uma malevolência aterradora.

Eles se moveram em minha direção, sussurrando em uma língua que parecia corroer minha sanidade. Tentei correr, mas meus pés pareciam presos ao chão. Uma sensação de terror absoluto tomou conta de mim enquanto os demônios se aproximavam.

Um deles, maior e mais intimidante que os outros, estendeu uma mão em minha direção. Seus dedos eram longos e afiados, como garras de uma fera. Quando ele tocou meu braço, senti uma dor excruciante, como se estivesse sendo queimado por dentro. Gritei, mas o som foi engolido pela escuridão.

De repente, fui arrastado para um lugar ainda mais sombrio. As sombras dançavam ao meu redor, formando rostos grotescos que riam e sussurravam segredos sombrios. Vi olhos negros observando-me de todos os lados, cada um carregado de uma fome insaciável.

Uma figura emergiu das sombras, alta e imponente. Era uma mulher com olhos de fogo e um sorriso cruel. Sua presença era opressiva, e eu sentia uma mistura de medo e fascínio.

— Douglas, você não pode escapar de nós. — Disse ela, sua voz ecoando como trovão. — Você pertence a este lugar.

— Quem é você? O que você quer? — Perguntei, tentando manter a calma.

— Eu sou apenas uma mensageira. — Respondeu ela, rindo. — Você descobrirá a verdade em breve.

Antes que eu pudesse responder, senti uma força esmagadora me puxar para trás. Fui arremessado através de um turbilhão de cores e luzes, caindo em um vazio infinito. As vozes e os rostos distorcidos continuavam a me assombrar, cada vez mais intensos.

Então, tudo parou. Estava de volta ao restaurante onde tudo começou, mas agora estava vazio e silencioso. As mesas estavam cobertas de poeira, e as cadeiras estavam viradas. Um frio intenso percorreu minha espinha quando percebi que não estava sozinho.

As sombras começaram a se mover novamente, e de repente, o ambiente foi preenchido por demônios e figuras sombrias, todos com olhos negros brilhando. Eles se aproximaram, rodeando-me, e eu senti que meu fim estava próximo.

Uma risada sombria ecoou pelo espaço, e a mulher de olhos de fogo apareceu novamente.

— Este é o seu destino, Douglas. — Disse ela, avançando. — Não há como fugir.

Senti uma mão fria e esquelética tocar meu ombro, e uma onda de desespero tomou conta de mim. Fechei os olhos, esperando o pior, mas então, tudo ficou em silêncio.

Acordei ofegante, o suor escorrendo pelo meu rosto. Estava de volta ao meu quarto, a luz fraca do amanhecer entrando pelas frestas da janela. Meu coração batia descontroladamente enquanto tentava entender o que havia acontecido.

Foi então que percebi que tudo aquilo havia sido um sonho. Um pesadelo horrível e intenso, mas apenas um sonho. No entanto, a sensação de terror e as imagens dos demônios e das sombras com olhos negros continuavam a assombrar minha mente.

Levantei-me da cama, ainda trêmulo, e fui até a janela. A luz do dia trazia um alívio bem-vindo, mas eu sabia que o que havia experimentado não era apenas fruto da minha imaginação. Algo sombrio e poderoso estava em jogo, e eu precisava estar preparado para enfrentar o que quer que fosse.

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